sábado, 30 de junho de 2012

Transformando um Galaxy X nacional em um Galaxy Nexus "original" do Google


Olá pessoal,

   Já comentei aqui no blog que troquei meu iPhone 4 por um Galaxy X.
   Um dos principais motivos da escolha deste aparelho ao invés do S3 (recém lançado) é a possibilidade de atualização do SO ao limite do hardware, sempre disponibilizado pelo Google. Trocando em miúdos, não precisaria esperar a Samsung liberar a atualização Android (com suas modificações / customizações).
   O Galaxy X é, na verdade, idêntico ao Galaxy Nexus! Todos os Nexus (HTC G1, Nexus One, Galaxy S e Galaxy Nexus) são deveriam ser atualizados diretamento pelo Google. Google Experience Device: é o nome dessea série (http://goo.gl/Gst4). O Google liberaria a versão nova e, via OTA (Over-The-Air), eu receberia no meu aparelho um aviso de que a atualização estaria disponível.
   Perceberam o futuro do pretérito utilizado? Pois é, pelo menos para os Galaxy Nexus (não sei informar sobre os anteriores) foram lançados diversas "séries" pelo mundo, alguns vendidos diretamente pelo Google (firmware yakju), outros pela Samsung do Brasil (yakjuvs), da Coréia (yajkukr) e Europa (yakjuws). Ou seja, você compra um Nexus pra ficar livre do fabricante e fica preso ao... fabricante!
   Pois é, tudo tem solução para quem a procura. O Google libera todos os firmwares das diversas versões do Android para quem quiser (e souber usar). As ferramentas para resolução disso estão disponíveis também. Basta boa vontade para procurar...
   Ontem aproveitei a abolição da escravidão meu day-off para resolver isso. Li bastante no XDA Developers e criei coragem. Resumidamente, teria que destravar o Bootloader (ponto crítico, pois um erro aqui poderia tranformar o GX num lindo e modernoso peso de papel) e trocar o firmware (no meu caso, yakjuvs) por um "atualizável" pelo Google (yakju). Para quem não entendeu, é como se eu desinstalasse o Windows 7 do meu computador e instalasse uma nova versão, como o Windows 8! Só que com mais chances de dar errado...
   Existem 2 programas para fazer esta troca: o Galaxy Nexus Root Toolkit v1.4 (versão mais amigável, com botões e poucos cliques, disponibilizado no XDA, GIYBF) e o Galaxy Nexus Tookit v7.0 (http://goo.gl/OFWk3, menos amigável, em DOS, com MUITO mais opções e sujeito a mais problemas). É ÓBVIO que escolhi a segunda :)
   Enfim, baixei o Firmware diretamente do site do Google (http://goo.gl/hCxc3).
   Primeiramente, o GNT não reconhecia meu aparelho, pois não conseguia montá-lo via ADB. Fui procurar o que era ADB e como resolver. Achei tudo aqui no Brasil Droid, bem explicado: http://goo.gl/OF1yV.
   Beleza, dei uma lida aqui (http://goo.gl/T9cHQ) e aqui (http://goo.gl/0QOPX) antes de fazer a troca de firmware. Demorou uns quinze minutos, se muito!
   Um só problema: o aparelho é COMPLETAMENTE apagado, volta a ser como você o encontrou na caixa. TODAS as configurações e apk são APAGADAS! Portanto, faça backup dos contatos, dados essenciais, senhas de redes, etc. Os apk são facilmente restaurados pela PlayStore assim que você coloca sua conta do Google, mas dá um trabalhão...
   Enfim, depois de quinze minutos de atualização e algumas horas de reconfiguração / instalação, estou com meu GX transformado em Galaxy Nexux, agora com Android 4.0.4 atualizável pelo Google e aguardando a liberação do Jelly Bean.
   Boa sorte!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Abandonei o Android, fui para o iOS e voltei ao Android - a saga!

Olá pessoal,

   Fiquei muito tempo parado sem atualizar o blog, mais por preguiça do que por falta de tempo (embora isso tenha contribuido também).
   Durante esse tempo acabei mudando do Android (tinha um Nexus One) para o iOS (iPhone 4). Fui uma grata surpresa!
   A plataforma iOS estava bem mais madura que o Android (estava com 2.2, Froyo). Os aplicativos mais diversos saíam, primeiro, pro iOS. Beeemmmmm depois pro Android. Os equipamentos eram mais rápidos, mais bonitos, com melhor conectividade com o computador (realmente, até hoje, fico admirado com a sincronização perfeita iOS, seja iPod, iPhone ou iPad com o iTunes). Tudo é transferido, sem estresse, de modo rápido e claro. Perfeito! Deu pau no iDevice? Manda restaurar. TUDO estará lá (desde que, claro, o backup tenha sido feito)!
   Mas o tempo foi passando e comecei a achar o iPhone meio feinho... Mesma cara, atualização após atualização. O brilho da tela já não me impressionava como antes. A Samsung estava fazendo um belo trabalho nos aparelhos "top". Como usuário mais avançado, comecei a ficar de saco cheio das barreiras da Apple. Não, você não pode fazer isso com o SEU aparelho. Não, você não pode instalar tal programa ou fazer tal conexão com o SEU aparelho. Tudo bem, é para isto que existe o jailbreak... Mas o jailbreak inegavelmente resulta em atraso para atualizações. Ou seja, OU você fica com uma versão mais "customizada", mais "liberada", só que defasada OU você fica com a última versão do iOS com uma ou outra novidade só que com o aparelho "travado". E não, isso não se refere a pirataria de aplicativos. CENTENAS ou MILHARES de complementos fantásticos estão disponíveis (pagos ou gratuitos) no Cydia. Diversos repositórios contém uma infinidade de programas extremamente úteis para o usuário, seja ele avançado ou não.
   Vou dar um exemplo de coisa que me irritava no iOS: tenho muitos ebooks em PDF e em CHM. Precisaria de dois programas para lê-los no iPad, um para PDF e um para CHM. Entretanto, gosto de fazer como faço no computador: tenho uma pasta de ebooks, e lá estão todos os ebooks de todos os formatos. Quando quero ler um, vou até a pasta e clico no arquivo. Ele automaticamente pergunta-me qual aplicativo quero usar para abrí-lo. Escolho e pronto. Simples e óbvio, não? No iPad / iTunes isso não ocorre assim. Primeiro, você tem que "importar" pelo iTunes o ebook para um determinado programa no iPad. Ou seja, se no futuro você resolver trocar de programa, tem que refazer toda a sua biblioteca. Depois de importá-lo, tem que saber se o ebook tal é PDF ou CHM, porque o programa consegue enxergar apenas os livros por ele importados. Ou seja, se você usou o GoodReader para importar os livros em PDF, ele NÃO mostrará os livros em CHM, que foram importados pelo CHMate. E vice versa. Ou você sabe qual tipo de arquivo é o seu livro ou você tem que abrir um programa, procurar livro, ver que é do outro tipo e abrir o outro programa para achar o livro. Isso se for só PDF ou CHM (os mais comuns), porque pode ser que você tenha livros (ou textos) em .doc (MS Office), etc.
   O Cydia tem um programa para permitir "enxergar" as pastas e subpastas dentro do iOS. É o iFile (não confunda com o iFiles, no plural, disponível na AppStore, o qual é um lixo!). Então tá, você tem que fazer JB, instalar o iFile, que nada mais é que um programa tipo o Windows Explorer (não confunda com o Internet Explorer, lixo também!) ou Finder do Mac, utilizar um programa no PC para permitir acessar as pastas (como o excelente iFunBox), criar as pastas que você quiser, copiar seus livros, vídeos, etc, para lá e, via iFile, entrar na pasta, escolher o que quiser e mandar executar. Tá, pode parecer papo de "escovador de bits", mas é a minha opção! E isso a Apple não me dava, eu tinha que fazer por fora. No começo foi "divertido". Depois "cansativo". No final "encheu o saco, deu!". A gota d'água foi quando descobri porque DEMORAVA TANTO para abrir um livro quando eu fazia do meu jeito: o aplicativo COPIAVA o livro para o seu subdiretório, para então, abrí-lo. CADA VEZ QUE EU ABRIA O LIVRO, UMA CÓPIA ERA  FEITA. Um livro de 200MB, aberto 5 vezes, ocupava um espaço de 1GB!!!! FAIL total! Frustrante, broxante! Desanimei completamente...
   Aí comecei a pensar novamente no Android. Lembra do atraso para lançamentos de aplicativos no Android? Evoluiu muito nesse ponto. A Play Store (antigo Market) melhorou MUITO em termos de conteúdo e utilização. A plataforma ficou mais fácil de ser usada por quem não gosta/entende de customizações. Sempre achei que o Android era para usuários "avançados". Do 2.3 para frente, ficou bem mais user-friendly.
   Pesquisei, consultei usuários avançados e resolvi pegar o Galaxy X (idêntico ao Galaxy Nexus, vendido aqui como X por questões de direito). Estou muito satisfeito. Muito configurável, rápido, estável (lembro-me que o Nexus One travava muito). A integração do Android com o navegador Chrome está muito maior e muito eficaz. Bem bacana! Ainda uso o Chrome to Phone  (que já comentei antes).
   Vou só esclarecer uns pontos e desmistificar (isso mesmo, desmiStificar) sobre o iOS. SIM, ele trava!!! Aconteceu comigo um bom número de vezes, mas a Apple faz isso de um modo fantástico! Realmente travar o aparelho é uma tarefa quase hercúlea! Pouquíssimas vezes vi isso, mas acontece. Mas o aplicativo travar é bem mais fácil. O que o iOS faz? Simplesmente mata o aplicativo. Sabe quando você está escrevendo um email ou olhando uma coisa no Safari ou carregando um app qualquer e ele simplesmente "fecha" e volta para a Springboard (a tela inicial)? Pois é, travou! Deu pau! E foi fechado na marra! Outra coisa, o sistema demora até alguns segundos para abrir o programa. Aquele app que você apertou e começou com uma telinha de apresentação, toda bonitinha, é apenas para distraí-lo enquanto o sistema carrega o aplicativo. Pode durar até 5 segundos, segundo regras da Apple.
   E por que desmiStificar e não desmifiticar? Várias pessoas falam que o iOS NÃO trava! Sim, ele trava! E falam que os programas abrem NA HORA! Mentira, demoram um pouco! Engodo, mentira! Não é mito, é engodo! Assim, esclarecer uma mentira, engodo, é desmiStificar! Diferente de esclarer sobre um mito, que é  desmitificar (sem S).
   Depois vou escrever um review sobre o GX e sobre a migração entre iPhone e Android.
   Até lá...