quinta-feira, 12 de outubro de 2017

JoyStick para MSX

Olá Pessoal,

   Há alguns posts eu comentei que havia comprado um MSX2+ e um SD-Mapper Megaram. Comentei que faltava comprar um joystick para o MSX.

   Pois bem, não falta mais! 🎉🎊🎉🎊

   Bom, de cara já sabia que não acharia um controle novo, novinho, zero porque não são mais fabricado há anos. De cara já sabia que seria: ou usado, ou adaptado "por dentro" ou adaptado "por fora". Tipo isso aqui:


   Sendo assim, fui dar uma estudada (aqui, aqui, aqui e aqui) e descobri algumas coisas interessantes:
  1. A diferença entre os controles do MSX, Atari e Megadrive são mínimas, basicamente a função de alguns pinos; interessante que entre os controles do Atari e MSX eu nunca percebi diferenca, até porque tive um do MSX (que quebrou 😔) e passei a usar o do Atari que estava guardado.
  2. Percebi que realmente ou teria que abrir o controle e trocar alguns fios (incluindo soldar, que eu não tenho nem equipamento, habilidade, conhecimento ou muito menos intenção de fazer) ou compraria um já fuçado.
   Mas aí, na lista MSX-L Brasil, pintou um anuncio disso aqui:



   Um adaptador "externo" para um controle de Megadrive. ESSE eu sabia que era vendido na internet NOVO, ZERO! Da China, com qualidade chinesa, chinfrim. MAS ZERO! E sem ter que abri. O site para que quiser procurar é aqui, mas tá sempre avisando que não tem. É esperar para a sair a oferta na lista ou ver se alguém (exceto eu) tem para vender.

   Pensei: é isso mesmo e é pra agora. Comprei 2 adaptadores (R$25,00 cada) e dois controles (comprei no ML, não lembro o preço exato mas deve ter sido uns R$20 ou R$25 os dois!).

   Os controles são esses aqui:





    

   Beeeemmmm mais ou menos. Qualidade bem mais ou menos. Quando a gente dá uma balançada, os botões ficam balançando também. Tem aspecto frágil pra caramba. Mas funciona.

   Já os adaptadores são esses aqui:





   Achei que poderiam ter caprichado um pouquinho mais, tipo uma caixinha que protegesse melhor a placa do que o plástico termo-moldável.

   Depois de encaixar um no outro, fica assim.



   Não ficou 100% lindo, mas ficou 100% funcional. No final das contas, achei bem razoável.

   A jogabilidade, no meu caso, ficou um pouco comprometida porque sou destro e o direcional de todos os controles de games são para os dedos da mão esquerda, ficando os botões para os da direita. Nos controles do tipo manche (como os do Atari e do MSX), eu segurava o manche com a direita e usava o botão com a mão esquerda.



   Tem um site (aqui) que vende um controle pronto para MSX, mas esbarraria nesse mesmo problema e foi o único motivo para não comprar. Achei o controle muito bonito.


Enfim, a compra foi feita, tudo chegou direitinho e funcionou a contento. Resolvido!

Até a próxima.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

WD MyCloud e outros backups

Olá Pessoal,

   Há alguns posts atrás eu falei sobre o TimeMachine para fazer backup no MacOS e como usar um HD externo em um MacMini para utilizá-lo com esse mesmo propósito.

   No mundo de hoje, onde todos temos nossas fotos, músicas, documentos e informações guardados em computadores, torna-se imperativo um sistema de backup eficiente, seguro, confiável e automático. Por ser um assunto muito importante, pelo menos para mim, resolvi postar aqui no Blog (minha "memória" digital) como estou fazendo os meus backups atualmente.

   Primeiramente, tenho que explicar, ainda que de modo sucinto, o que é um backup: é uma cópia de um documento (😒). Digitalmente, se você mantiver todos os seus arquivos (fotos, músicas, documentos, etc) apenas no HD do seu computador e tiver a infelicidade de que esse HD estrague ou seja infestado por vírus ou outro malware qualquer (ransomware incluso, aquele que "sequestra" seu HD) ou ter sua casa assaltada ou seu notebook roubado / furtado (enfim, você entendeu onde eu quero chegar), você perde tudo. A lógica, então, é copiar esses dados para algum outro lugar.

   Esse outro lugar pode ser um servidor em nuvem (tipo Dropbox, iCloud, Google Drive, BoxSync, OneDrive, etc), HD externo, CD / DVD, Pendrive. Cada opção dessas tem suas vantagens e desvantagens. Os serviços em nuvem permitem que você acesse seus dados em qualquer lugar, mas você dependerá de conexão com internet e deverá contar com a seriedade do administrador do servidor. CD e DVD são mídias físicas e podem riscar ou estragar, além de terem uma vida útil não muito longa. Os HD's externos cabem muitos dados e são relativamente baratos, mas não são sempre portáteis, são regráveis, sujeitos a campos magnéticos e, assim, não totalmente garantidos. Os pendrives são pequenos, sujeitos a esquecimentos e ainda correm os mesmo riscos dos HD's externos.

  O Wikipidia tem boas orientações sobre o assunto: https://en.wikipedia.org/wiki/Backup. Vale dar uma conferida.

   Cabe ainda relembrar uma célebre frase de especialistas de segurança: quem tem um backup, não tem nenhum. Ou seja, os backups têm que ser redundantes, múltiplos (um que copia de outro que copia de outro e por aí vai) e em locais distintos. Lembro de ter lido certa vez uma reportagem onde o jornalista explicava ter SETE HD's externos, alguns em casa, um no escritório e um na casa dos pais e que ele fazia um rodízio semanal na localização dos sete HD's para evitar exposição prolongada a riscos e mantê-los sempre atualizados.

   Assim, de um ponto de vista mais prático, optei por ter um sistema de backup mais variado e, obviamente, mais complexo (mas não tão complexo quanto o do jornalista). Tenho um HD externo (Samsung, 4TB) exclusivo para o Time Machine. Ele está fisicamente conectado a um MacMini que fica sempre ligado. Dois MacBooks conectam-se quase semanalmente, via Wifi, para salvarem seus dados no TM. Além disso, tenho um outro HD de 3T (WD My Book) onde faço a cópia do HD do MacMini (que é de 1TB) e onde guardo músicas, fotos, etc. Esse HD é copiado para um segundo HD (Samsung 4TB). Além disso, as músicas estão todas num serviço de nuvem (BoxSync, onde tenho 50GB free para sempre), as fotos estão no Google Fotos (ilimitado, para sempre). Outros arquivos importantes estão no OneDrive e no Dropbox, sendo que as pastas mais importantes são copiadas do OneDrive para o Box e para o Dropbox.

   Utilizo um programa, o Carbon Copy Cloner, para fazer essas cópias. O programa é muito simples e auto-explicativo: você escolhe a unidade, pasta ou arquivo que deseja copiar (origem), escolhe a unidade / pasta para onde será copiado (destino), escolhe se o programa copiará todo o conteúdo ou apenas as alterações na pasta origem e se apagará ou não as diferenças na pasta destino (incremental, como no TM, ou não - cópia "burra") e a periodicidade com que será feito o backup (diário, semanal, etc).

  
   Você ainda pode criar várias tarefas de cópias, como estão nas fotos.


   Tudo muito fácil e claro.

   O interessante é que fica tudo com muita redundância. Sim, você "desperdiça" espaço, mas ganha em segurança. Por exemplo, os dados do OneDrive estão no OneDrive na nuvem, no Dropbox, no Box, no HD principal do Mac, no TM e no Samsung que faz a cópia do HD principal, atém de estarem nos outros dois Macs e nas suas respectivas cópias no TM... É muito backup pra pouco dado :))

   Dados sensíveis (documentos pessoais, informações bancárias, etc) estão em arquivos protegidos com senhas compactados em outros arquivos também protegidos com senhas. Sim, cada senha é diferente para cada arquivo, mas tudo dentro de uma mesma lógica e sistemática, assim como a senha de cada cloud service.

   Entretanto, apesar de tudo isso, que pode até parecer confuso e exagerado, mas que na prática é muito simples e metódico, eu ainda não havia conseguido uma coisa: ter TODOS os dados acessíveis de qualquer lugar.

   Foi quando eu ouvi falar de NAS (Network-Attached Storage ou "armazenamento ligado em rede") e alguns equipamentos destinados ao mercado doméstico. Acabei comprando um WD MyCloud de 4TB.

   A lógica era simples: uma das cópias seria feita nesta unidade que seria sempre destino, nunca fonte. Mais uma redundância. Entretanto o funcionamento não foi tão suave quanto prometido pelo fabricante :(  O NAS não é conectado ao computador via USB, mas ao roteador via Ethernet e acessado pela rede interna da casa, além de permitir (se configurado para tal), acesso remoto pela internet. O problema é a velocidade de acesso, principalmente se os arquivos destinados a leitura e gravação forem grandes...

   Enfim, o WD MyCloud tem uma porta Ethernet Gigabit de alta velocidade. Um Gigabit corresponde a cerca de 125 Megabytes, ou seja, é uma conexão incrivelmente rápida! Copiar arquivos grandes, como filmes em HD, deveria ser super rápido (em um ou dois minutos). Mas, por algum motivo, estava demorando cerca de 10 minutos SÓ para mostrar o conteúdo da pasta! Inviável! E o mais estranho era que no Dell da minha esposa, conectado na mesma rede, com W7, o acesso era super rápido. Até para acessar os arquivos via internet a partir do iPad ou do celular era tudo muito rápido, menos dos meus computadores 😡😡😡😡

   Descobri, depois de muito pesquisar e muito me irritar, que a Apple trocou o suporte de arquivos em rede de SMB para SMB2, com significativo aumento de segurança, porém com perda de velocidade e compatibilidade... A alternativa até então oferecida era ou desabilitar o SMB2 ou trocar o acesso para AFP.  Bom, perder segurança ninguém quer, então deixar o SMB2 não iria rolar. O AFP é incompatível com o Windows (😒) e eu, apesar de pesquisar, não consegui montar o MyCloud na rede por AFP.

   Achei no YT, no canal do Lon Sied, que seria possível conectar diretamente o MyCloud no Mac via Ethernet. Para mim, pouco prático devido a distância e posição deles. Nesse outro vídeo, Adam Taylor deu a dica matadora: Filezilla! Um pequeno programa e FTP, gratuito, super simples de usar.

   O macete é entrar na página de configuração do MyCloud e mudar a conexão de DHCP para Estática e anotar o endereço IP de onde ele está conectado na sua rede, alem de autorizar o acesso via FTP.


   Depois de instalar o Filezilla, é só colocar o IP onde está o MyCloud, o nome do usuário e a senha de acesso ao MyCloud.


  De mais, é só escolher a origem, o destino e arrastar o conteúdo de lá pra cá. A velocidade, conforme esperado, é muito rápida. É como (e realmente é) copiar de um HD para outro!

   Só não pode esquecer de, quando terminar o backup, voltar a configuração do MyCloud para DHCP porque senão o MyCloud poderá ficar inacessível.

   Não é EXATAMENTE o que eu queria, mas foi o modo de conseguir copiar os arquivos para o MyCloud e deixá-los na minha nuvem pessoal.

   Aqui eu encerro a série dos meus backups e do TM. Se houver novidade, posto aqui.

   Até mais pessoal.

sábado, 3 de junho de 2017

MSX 2+ Panasonic A1 WX

   Aos 41 (quase 42) anos, 26 anos após ganhar meu primeiro MSX, um Gradiente Expert DDPlus (veja aqui), criei coragem, arranjei a grana e comprei um MSX 2+.

   É um computador de 1988, ou seja, já tinha sido lançado (e estava sendo usado) desde antes que eu tivesse ganho o meu primeiro MSX, que era um 1.1. Mais uma vez, obrigado, "Reserva de Mercado".

   O modelo que comprei é um Panasonic FS A1WX.

(Taí o bichão) 

 (Reparem as duas entradas para Joystick, 
compatíveis com os do Atari, e o Drive 3.5")

(O botão "Power", nessa lateral) 

 (Visto de cima; reparem no Slot 1 para Cartucho)

(Os conectores de Data Corder, vídeo e áudio, RF, impressora e o Slot 2)

   Pelas informações que encontrei, trata-se de um dos melhores MSX 2+ do mercado:
  • Usa o Zilog Z80B (e não o Z80A da maioria dos concorrentes), que permite alterar o clock do processador de 3.58MHz para impressionantes 5.38MHz!
    No MSX-Basic, essa mudança é feita com o seguinte comando:

IF PEEK(&H2D)=2 THEN OUT 64,8:IF INP(64)=247 THEN OUT 65,0
   Para retornar ao clock original, esse é o comando:

IF PEEK(&H2D)=2 THEN OUT 64,8:IF INP(64)=247 THEN OUT 65,1
  •    Presença do MSX-Music (que está na maioria dos MSX 2+), que inclui uma série de comandos para facilitar a confecção de sons no MSX (lembro de como achava isso difícil no MSX 1).
  • O meu está com acréscimo de RAM. Originalmente ele tinha 64KB de RAM e 128KB de VRAM. Como dá pra ver na foto abaixo, ele está com 512KB de RAM 😊😊


  • Possui o Rensha Turbo, um feature para auto-tiro nos jogos 😊😊😊😊
  • Possui o MSX Word Editor em japonês, o MSX-JE, e o A1 Cockpit (um sistema com agenda, Editor de texto e outras coisas) muuuuiitttooooo úteis para mim, que não sei nada de japonês 😒😒😒😒
(A1 Cockpit) 

(MSX Word Editor - em japonês 😒)

   Vou colocar uns links abaixo, onde há informações mais detalhadas sobre o A1WX:


   Além do A1Wx, comprei também esse brinquedinho aqui:



   Nos anos 80, os computadores pessoais estavam passando um período de transição, deixando de serem vídeo games e transformando-se em computadores pessoais. O exemplo típico é esse A1WX! Tem um editor de texto, agenda, etc, mas tem Slots para entrada de cartuchos de jogos.

   No Japão, onde o padrão MSX foi desenvolvido (mas também na Europa), era comum a distribuição dos jogos em  cartuchos (em ROM). Entretanto, no Brasil, esses cartuchos eram, além de raros de serem encontrados, caros (quando encontrados). O padrão MSX reconhecia apenas 64KB de RAM, mas alguns jogos foram lançados com 128KB (128KB = 1 Megabit) ou mais. Os desenvolvedores dividam os jogos em "páginas" de 8KB e essas páginas eram carregadas e executadas sempre que necessário.

   No Brasil, porém, os cartuchos eram raridade (eu mesmo tinha apenas um cartucho do Mega Assembler da Cybertron e talvez tenha sido um dos poucos que usei) e cartuchos de jogos eram mais raros ainda. Um engenheiro brasileiro, Ademir Carchano, desenvolveu uma "gambiarra" para resolver esse problema. Ele desenvolveu uma "MegaRAM", uma "ROM" virgem, regravável, onde os jogos maiores eram quebrados em blocos de 8KB ou 16KB, copiados na sequência correta para essa RAM e utilizados quando necessário.

   Existia um outro equipamento, chamado Memory Mapper, que era uma extensão de memória utilizável, reconhecida como expansão oficial, acessada com suporte da BIOS (a MegaRAM não era reconhecida "oficialmente" e o acesso era diretamente por comandos IN e OUT). Alguns copiadores de disco da época utilizavam a MegaRAM como um Mapper para acelerar a cópia de discos.


   Voltando ao cartucho que comprei, nada mais é do que uma MegaRAM de 512KB e um Mapper de 512kB com dois leitores de cartão SD que funcionam de modo similar disquetes e HDs. O equipamento suporta o formato FAT12 do MSX-DOS 2.x e o FAT16 do PC através Nextor-DOS do Konamiman. Assim, é possível ler e gravar arquivos no PC ou MSX com SD formatado em FAT16, inclusive, com suporte a subdiretórios!Além disso, há uma chave seletora que ativa a função mapper/megaram e ativa extensão de slots e outra que seleciona entre o modo mapper ou modo megaram.


   Fiquei muitos anos sem usar meu MSX que estava guardado no porão na casa dos meus pais. Não sei quando, como e com qual grau de ansiedade a comunidade do MSX recebeu esse equipamento, mas a mim parece uma coisa simplesmente genial! Lembro de imaginar como seria legal se o MSX tivesse um HD. Esse sistema cria exatamente isso, pois aceita cartões de até 4GB formatados em FAT16 em um computador qualquer. E ainda um HD SSD, igual ao meu MacBook Air 😊. Simplesmente excelente!!! Custou pouco mais de R$200, já com os cartões formatados e com um monte de programas. Um preço bem satisfatório

   Deixo, para o leitor mais interessado nesse assunto, alguns links que usei para entender melhor o que é isso:
   Bom, abaixo tem algumas fotos do bichão funcionando:






   De tudo o que li para entender como utilizar um computador com quase 30 anos hoje, notei que a principal dificuldade foi o monitor. Vi muita discussão sobre monitores, frequências, etc. Tudo bem que era pra obter a melhor imagem possível (melhor até do que na época, talvez!), mas isso me assustou muito no início. Resolvi do modo mais barato possível, utilizando um monitor que já possuía :)

   Agora só falta um joystick para ele ;)

   Até a próxima!


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Shortener URL - Encurtadores de URL

   Alguns assuntos são batidos e antigos, mas sempre digo que esse blog é uma "memória" para mim: porque fiz assim ou assado, porque escolhi isso e não aquilo, onde li / estudei para embasar essa ou aquela decisão. Esse post é mais um desses, é mais uma memória para mim (e para vocês, se desejarem) - encantadores de URL.

   Assim como é quase impossível guardar na mente humana vários e vários IP's e assim criamos as URL, os encantadores de URL facilitaram a cópia de endereços longos, principalmente em tempos de 140 caracteres...
   

   A ideia é fácil de entender. Existem centenas de encurtadores de URL, basta escolher o de sua preferência.

   Basicamente o serviço faz uma tradução para base de 36 (26 letras e 10 números) ou base 62 (26 letras minúsculas, 26 maiúsculas e 10 números) ao invés da base de letras (26) ou de números (10). É meio o que o computador entende em bits (&11111111) - base de 2 ou binária - e fica mais fácil para nós com outra base maior (de 10, decimal, 256 ou de 16, hexadecimal, &FF). O encurtador de URL faz exatamente isso, da nossa base de 26 (26 letras) para a base dele (de 36 ou 62). Perceba a redução que temos da base binária (&11111111) para a hexadecimal (&FF). O mesmo ocorre com endereços. Simples e elegante! Saiba mais aqui, se tiver interesse.

   Tenho visto, principalmente esses 3 serviços:

  • Bit.ly - permite inclusive que você quantas vezes e onde seu link foi usado.
  • TinyURL.com - permite que você crie endereços personalizados.
   Por exemplo: https://jaymebc.blogspot.com.br vira http://tinyurl.com/ya87yxcp. Se eu quiser, posso personalizar assim: http://tinyurl.com/chicletes . Repare que, nas 3 opções, irá para o mesmo lugar. Apesar de ser pioneiro nesse serviço, está perdendo lugar ao sol.

  • www.goo.gl - Google URL Shortner - É o serviço do Google. Faz tudo que os outros fazem.

   A conclusão é a seguinte: todos fazem mais ou menos a mesma coisa, quase todos permitem acompanhar quantas vezes e onde seu link foi clicado e alguns permitem acompanhar os compartilhamentos do Twitter (sim, porque os encurtadores de URL foram criados para serem usados no Twitter!). A preferência de qual usar é do freguês.

   Mas concluo relembrando o primeiro parágrafo: precisei estudar isso para falar e entendi como funcionam esses encurtadores. Isso foi o mais legal!

   Até a próxima!
    

Diskette Drive USB

   Tenho algumas dezenas de disquetes encostados aqui em casa. Como sempre fui cuidadoso com eles, nenhum está mofado (até onde eu percebi). Assim, fiquei pensando como passar as informações do século passado para um formato mais atual.

   Bom, tenho aqui em casa um MacBook White mid 2009 sem leitor de disquete, um MacBook Air 2013 também sem leitor de disquete, um MacMini também sem leitor de disquete e um Dell Inspiron. Também sem leitor de disquete :(

   Até tinha pensando em comprar um leitor. Mas onde instalar? Como instalar? Onde achar a bagaça? Foi aí que, fuçando o AliExpress, achei esse produto aqui e resolvi arriscar! Um leitor de disquete 3.5" 1.44MB HD 80 trilhas para USB. Exatamente o que eu precisava. Custou uns US$10 e, se não me falha a memória, ficou o dobro disso por causa de imposto de importação... 

   [Modo Irônico On] Mas como a parte do Brasil foi feito pelos Correios, chegou super rápido, em uns 3 meses mais ou menos. [Modo Irônico Off]

   Funciona tanto em OSX quanto em Windows. Como tinha uns disquetes de MSX e precisava passar para .DSK (imagem do disquete, lido pelo Mapper Megaram SD nativamente, precisei usar conectado no Windows porque só lá tem o aplicativo que faz isso.

   Isso foi em 2015, o produto não é nenhuma novidade, mas acho que vale documentar tudo para o futuro.

  O produto parece que é meio padrão: ou um único fabricante fornecendo para milhares de vendedores ou vários fabricantes produzindo réplicas e mais réplicas de um original e vendendo para os milhões de revendedores chineses. Acredito que essa segunda opção seja a mais provável.

   O produto é pouco maior que um HD externo portátil, talvez um pouco mais leve. Simples, sem frescura. Funciona em USB 1.1 e 2.0. Ttalvez até tenha algum que funcione em USB 3.0, mas deve ser inútil porque a velocidade limitante - e põe limitante nisso - é a velocidade de leitura do disquete, infinitamente mais lenta que a do USB 2.0...

(Ele é quase do tamanho do Trackpad da Apple)




   É um dispositivo bem econômico, necessitando de cerca de 5V e 500mA para funcionar (o padrão USB para fornecimento de energia recomenda 20V e 5A, veja aqui), lento (como esperado), com aquele nostálgico som de abrir a capa metálica de proteção e girar o disco...

   O Drive é plug and play, claro, e funciona como se fosse um drive normal (como esperado).

(Sim, uso Windows em máquina virtual há anos...)

(Drive A: - nostalgia pura ;) )

   O programa necessário para criar a imagem para o MSX é o Disk-Manager, obtido aqui. O processo é bem fácil e auto-explicativo. Você lê o disco no drive e manda gravar no HD. Ele também faz o contrário, ou seja, lê a imagem .DSK e permite que você acrescente, apague ou copie arquivos de dentro da imagem. Show!





   Ainda não estou fazendo do jeito mais "inteligente": criar uma imagem para CADA programa, lembrando de sempre deixar uma cópia do MSX-DOS mais atual em cada imagem. Vou fazer isso, juro, um dia.

   Tenho alguns disquetes ainda para copiar. Já fiz um tanto mas ainda tem outro tanto :( . Tipo, saporra vai dar um trabalho do cão.

   Achei que valeu a pena, pois é barato, facílimo de usar e cumpre o que promete.

   Uma última penúltima informação, banal mas válida: os disquetes para MSX (os 3.5", pelo menos, já que eu nunca tive um drive 5.1/4") eram 2F/2D (Dupla Face e Dupla Densidade), com 80 trilhas e 135 TPI (Trilhas por Polegada, aqui) e cada um armazena 720kB. Os disquetes para PC, que cabiam 1.44MB, era 2HD, ou seja Dupla Face e Alta Densidade, mas também 80 trilhas / 135 TPI.

(Caixinha original do século passado!)



   Agora sim, a última informação. Nada relacionado com o blog mas de máxima importância! Sabe o leitor quanto custava uma caixinha com 10 disquetes? Pois bem, achei uma nota fiscal de uma caixa, comprada na falecida Foto Retes, em 04/01/1992! Nessa época, a moeda do Brasil era o Cruzeiro, estávamos retomando um sofrido processo de hiperinflação que só seria curado em 1994 pelo plano Real (leia aqui, muito interessante). Entre a emissão dessa nota fiscal e a data atual (06/2017), o Brasil teve 3 moedas diferentes (Cruzeiro, Cruzeiro Real e Real). Nessa época, o presidente da República ainda era Collor.


   Aqui você vê que a caixa custou CR$ 23.000,00. Vinte e três mil cruzeiros. Isso vale quanto hoje? Uma consulta ao Banco Central do Brasil mostra o valor atualizado pelo IGPM:


   Incrível, não? Olha como isso era caro! Hoje, por esse valor, você compra quase 7 pendrives de 32GB no Mercado Livre. Ou seja, 10 disquetes de 720kB tem ((720*10)/1024) 7,03MB. O custo do megabyte era de R$23,82! Os pendrives, pegando um de 32GB no ML que custa R$26,50 tem esse custo de ((26,5)/32*1024) R$ 0,00080 por MB ou R$0,80 por GB. Ou seja, com o preço de 1 MB em 1992, você compra hoje um pendrive de 32GB, quantidade de espaço inimaginável em 1992! Bendita seja a evolução e a competição entre os fabricantes. E ainda tem retardado que fala mal do capitalismo...

   Bom, deixa eu ir acender as velas do Shabat. Shabat Shalom para todos!

   Até a próxima.

domingo, 21 de maio de 2017

Religando o MSX!!!

Olá pessoal,

   Antes de apresentar o novo morador daqui de casa, vai um breve resumo sobre o MSX.

   MSX é um computador de 8bits, criado no Japão no início da década de 1980 e que chegou ao Brasil em 1985, produzido pela Sharp (Hotbit) e Dynacom. Ainda em 85, se não me engano, a Gradiente também começou a produzir MSX (Expert) por aqui.

   O MSX revolucionou a informática no Brasil. Além do preço, significativamente mais barato que um PC na época, foi a plataforma em mais se produziu software no Brasil até aquela época. Cabe ressaltar que vivíamos na época da reserva de mercado "para que a indústria nacional se fortalecesse",  ou seja, as empresas tinham um gigantesco mercado fechado a elas e nada de novo era desenvolvido. Sobrava, para os brasileiros, mercadorias caras e tecnologia obsoleta. Como exemplo disso, o MSX quando chegou ao Brasil, era a versão 1.0, enquanto no resto do mundo já esperavam a 2 (que chegou em 1986). Quando a Sharp lançou o HotBit 1.2 (1987) e a Gradiente lançou a linha Plus (1989), o mercado interno imaginava que seria lançado a versão 2 por aqui. O resto do mundo já estava na versão 2+... Os brasileiros que quisessem ter um MSX 2 ou 2+ tinham duas saídas: contrabando (contrabando mesmo, não era descaminho) ou utilização de kits de transformação.

   Os kits eram placas colocadas dentro dos MSX 1 com expansão de memória, relógio interno, modificações diversas e, no final, a transformação em um MSX 2 ou 2+.

   Aos 15 anos ganhei um MSX de presente de aniversário, um Gradiente Expert DDPlus. Funciona muito bem, obrigado, inclusive o drive 3.5" e os disquetes! O bicho tem, é claro, sinais de uso, mas funciona sem problema algum, exceto a limitação de ser 1.0 e de ser "Plus". Tenho a caixa original, o manual e até os isopores originais :))




   Nunca pedi ao meu pai um kit desse, até porque teria que despachar meu MSX para SP (na época, morava no interior de Minas) e, pelo que me lembro, era caro. Assim, a única oportunidade que tive de ver um MSX 2 foi de um amigo que tinha um MSX 1 e comprou um Hotbit modificado para 2, já usado.

   A vontade de usar um MSX 2 ou 2+ sempre existiu e era parcialmente satisfeita com a utilização de emuladores para Windows ou Mac. Cheguei até a comprar um Raspberry Pi 2 para fazer uma máquina exclusiva de MSX 2+, mas não funfou legal. A conclusão que tirei é que emulador é emulador e computador é computador. Por exemplo, havia alguns programas em BASIC que eu usava que utilizava rotinas de obtenção da resposta de erro para fazer uma ou outra função. Isso foi impossível nos vários emuladores que usei.

   Depois que me mudei para BH para estudar, o MSX ficou para trás, continuou na casa dos meus pais no interior. Às vezes, nas férias, eu usava um pouco (recarregava alguns programas, jogava um pouco também) e guardava depois. Em 1998 ou 1999, resolvi encaixotar o MSX para preservá-lo de poeira e ferrugem.

   Em 2014, quando mudei para minha casa atual, consegui uma TV de tubo 14" que estava aposentada na casa da minha tia. Consegui autorização da esposa, arrumei um canto no escritório e liguei o MSX de novo. Cara... que decepção! A imagem estava simplesmente sofrível, péssima da péssima!

(Essa aí é a tal da TV 14")

   Não me lembrava que a imagem era tão ruim. Na verdade, como TV era o modo principal para o usar o MSX (exceto alguns que tinham um raro monitor dedicado para isso), a imagem devia ser assim mesmo... Não, não era não. Minha TV que tava ruimzinha e, com o raio da conexão de RF (aquela caixinha que ligava na saída de antena, igual no Atari), a imagem ficou um lixo mesmo! Mais uma brochada! Até poderia deveria ter tirado uma foto para vocês observarem a imagem, mas, na boa, não vale a pena nem documentar...

(O maldito comutador de RF)

   Fuçando na internet, percebi que alguns usuários de MSX estavam utilizando monitores mais novos, desses de plasma, LCD ou LED. Fiquei curioso de saber como eles faziam, mas como não teria onde por, até porque tratava-se de monitores específicos e mais antigos, acabei largando mão...

   O MSX ficou encostado aqui no escritório esperando uma oportunidade para ser usado. Como o MSX tem 3 tipos de saída de vídeo (RF, qualidade péssima; Vídeo Composto - não confundam com vídeo componente -, qualidade mediana para boa; RGB, com melhor imagem), que utilizam frequências diferentes das utilizada hoje, a entrada de vídeo do monitor/TV poderia ser queimada. Saídas digitais, como HDMI? Esqueçam, isso nem era sonhado na época! Só para esclarecer: Vídeo Composto usa 3 cabos (um para vídeo e 2 para áudio - veja mais aqui) e Vídeo Componente usa 5 cabos (3 para vídeo e 2 para áudio - veja aqui).

   Um dia, numa lista de discussão, resolvi perguntar como eles estavam fazendo. A resposta me deixou chocado, porque percebi que poderia usar em monitores comuns e TV mais nova! Isso foi o que me passaram:

1) ligar o MSX num monitor com entrada Vídeo Composto (é o jeito mais simples, mas com alguma perda de qualidade);

2) ligar o MSX numa placa GBS8200 e ela ao monitor (também há uma perda de qualidade, além de ter que arranjar essa placa GBS8200 e criar um gabinete para ela);

3) ligar a saída RGB do MSX na entrada VGA de um monitor que aceita 15 Khz. Um conversor LM1881 converte o sinal de sincronismo e os sinais de vídeo passam direto (tem a melhor imagem, mas precisa de um cabo especial porque a saída RGB do MSX é diferente; ainda precisa de uma conversor E de um monitor com entrada 15KHz).

   Na boa, tenho mais coisa pra fazer que escovar bit. Assim, as opções 2 e 3 estavam fora de cogitação e a 1 iria ter que funcionar. De qualquer jeito!

   Descobri que uma TV encostada na casa dos meus pais possuía a entrada vídeo composto. Testei e ficou assim:




   Ok, ficou bom, mas a TV era MUITO grande! 32", no lugar onde estava, era gigantesca! Queria algo menor. Usava antes um Monitor TV LG M2252 que tem entradas HDMI e vídeo componente, mas não vídeo composto.

   Resolvi comprar um conversor de AV (Vídeo Composto) para HDMI e ver se funcionava. Foi esse aqui:





   Para poupar conversa e seu tempo, caro leitor: não funcionou! Passou o som, mas não a imagem, não importa o que eu fizesse. NÃO RECOMENDO! Desperdicei uns R$70,00 aqui :( . Paciência, próximo passo.

   Lendo alguns fóruns na internet, achei um onde um cara falou que tinha ligado um PS3 (com vídeo composto) na entrada de vídeo componente da TV dele e tinha funcionado. Olhei meu monitor e percebi isso aqui quando trocava de fonte de vídeo:

(Lista de entrada do LG M2252 - e esse AV aí?)

   Ora, meu monitor não tem entrada composta (esse AV), apenas componente. Mais detalhadamente, reparem nas cores das conexões:

(Amarelo com verde?)

   O próprio monitor, na tela com a lista de entradas, mostra que ao se ligar os cabos branco e vermelho para áudio e amarelo no Y da entrada Vídeo Componente (que é verde), você terá... Vídeo Composto! A informação do cara lá do fórum pode funcionar!

   O MSX tem uma saída de áudio e uma de vídeo. Então seria - Áudio (qualquer cor) em áudio e vídeo (qualquer cor) e vídeo (entrando no Y - verde).

   Pois bem, criei coragem e testei aqui:



   Funcionou! It's alive!!!!!

   Agora sim, cores perfeitas, imagem show (tá ótima pra um computador de 27 anos, né?), som bala! O MSX aqui em casa tá pronto para funcionar e já tá funcionando :)

   Assim, descobri o jeito mais fácil de ligar esses equipamentos antigos (VCR, retrocomputdores, etc) - em vídeo composto!

   Se você foi mais atento, reparou no novo morador daqui de casa ;)

   Até o próximo.